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re'virada de arquivo ou arquivo em público, 2026
04 de setembro de 2026
sala edi balod - espaço de exposições e laboratório de artes visuais - unesc, criciúma, sc
performance_exposição via chamada para ocupação da sala edi balod de 2026: 'nós [ainda] estamos trabalhando [agora]'
're'virada de arquivo ou arquivo em público' é uma performance_exposição que propõe a ocupação do espaço expositivo ao longo de 12 horas, a partir da abertura e ativação de meu arquivo fotográfico pessoal, acumulado ao longo de 30 anos por meio de registros realizados por meus pais e de produções desenvolvidas por mim. realizada como uma performance de longa duração, a ação tem início com a abertura da caixa onde permanecem guardadas as fotografias analógicas, arquivadas e catalogadas em álbuns, materiais fotográficos desenvolvidos como trabalhos artísticos, além de arquivos fotográficos digitais, acessíveis de forma online ou offline. a partir da disposição desses materiais pelo espaço, o trabalho articula diferentes estratégias de exibição e ativação. as imagens são retiradas do arquivo e espalhadas pelo chão e pelas paredes, empilhadas umas sobre as outras ou dispostas de modo que possam, ou não, serem vistas, fazendo uso também de dispositivos digitais, como projeções e exibições em telas. por meio de estratégias randômicas, o arquivo é mobilizado como em uma tarde de domingo: quando se senta em roda, entre chimarrão e pipoca, para abrir caixas e álbuns de fotografias. nesse gesto, momentos do passado retornam e são coletivamente revirados. ao performar o arquivo em um espaço público, o conjunto de imagens é compartilhado e disponibilizado às pessoas que por ali passam, deixando de operar apenas como lugar de armazenamento e transformando-se em um campo de experiência coletiva. a proposta busca assim, estabelecer uma relação direta com o público visitante, que passa a ocupar um lugar ativo na construção do espaço e das possíveis narrativas produzidas durante a performance. ao final do dia, a performance se encerra com a desmontagem dos materiais. o trabalho propõe um movimento contínuo de expansão e recolhimento, no qual o arquivo é aberto, espalhado, compartilhado e novamente reunido, permanecendo vivo a partir dos rastros produzidos na relação com o público.




