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é como se a câmera guardasse um segredo de imagens suspensas através dos ano, 2021
20 de outubro de 2021 à 17 de novembro de 2021
galeria municipal dinyz domingos, itajaí, sc
exposição via edital de ocupação das galerias, fundação cultural de itajaí

na casa dos meus pais, as fotografias e álbuns eram guardados em uma mala antiga, de uma cor entre o bordô e o vinho, estampada com pequenas flores meio desgastadas no interior e com dois fechos de metal que nunca fechavam muito bem. a mala era guardada embaixo da gaveta do guarda-roupa do meu quarto, entre o vão da gaveta e o chão. lá ficavam as fotografias, acomodadas no escuro e em meio à poeira. para se ver as fotos, era necessário tirar a gaveta e resgatar a mala de seu esconderijo. hoje, a mala fica dentro do meu guarda-roupa – à 362 km de distância daquela gaveta e daquele chão –, mas não há nenhuma foto dentro dela.

 

na segunda gaveta do balcão do meu quarto, três gavetas acima do chão, ficam todos os negativos – 202 tiras, divididas em 25 conjuntos – das fotos que eram guardadas dentro da mala. na gaveta, também guardo a máquina fotográfica da minha família, uma yashica 2000n made in japan, toda feita de plástico, com uma 50mm fixa e apenas quatro opções de fotometria. dentro desta câmera um filme 35mm esteve guardado por quatorze anos. as imagens capturadas, permaneceram existindo em uma linha entre a realidade e a memória, antes de serem reveladas e ocuparem espaço no mundo palpável. penso que durante todo esse tempo, era/é como se a câmera guardasse um segredo de imagens suspensas através dos anos.

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imagens suspensas, 2021, mala, fotografias analógicas, impressão em papel fotográfico, 10 x 15 cm
imagens suspensas, 2021, mala, fotografias analógicas, impressão em papel fotográfico, 10 x 15 cm

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a memória carrega aquilo que não se pode ver mais. o registro invisível à película fotográfica, expõe a imagem que não se revelou. por carência de luminosidade, o registro é consumido pelo breu, carrega apenas vestígios contornados pela luz arranhados em sua superfície. a imagem que existe entre o ato de registrar e o ato de revelar, denúnica uma grande fotografia que se constrói entre esses espaços de tempo. a memória não se revela aos olhos, ela permanece suspensa através dos anos. a mente opera como um álbum de fotografias, onde acessamos as imagens  de forma expandida: móveis, dinâmicas, não estáticas. a memória se move com o tempo, as imagens permanecem suspensas. a câmera é ferramenta de suspensão, 'agente da própria vontade'.

imagens fotográficas em 35mm registradas pelo público durante o período da exposição:

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